
Há palavras que nos beijam, como se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, de imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas, quando a noite perde o rosto. Palavras que se recusam ao muros do teu desgosto. De repente coloridas entre palavras sem cor. Esperadas, inesperadas, como a poesia. Boa Onda... O nome de quem se ama, letra a letra revelado, no mármore distraído, no papel abandonado.
Beija-me... de esperança, de esperança louca. Beija... um rosto, recusa o teu desgosto.
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Há palavras que nos beijam como se tivessem boca.
(ALEXANDRE O'NEILL)
Beija-me... de esperança, de esperança louca. Beija... um rosto, recusa o teu desgosto.
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Há palavras que nos beijam como se tivessem boca.
(ALEXANDRE O'NEILL)

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