foto tirada por um dos manos Peixoto... em Taizé!
Meditando?!… Não sei porque é que coloquei aqui tudo o que escrevi! Tenho uma necessidade imensa de partilhar…Talvez por isso! Talvez por saber que o deveria ter feito! Talvez porque as reacções me iriam ajudar! Não sei… L
Mt 14, 13 – 21
Jesus retirou-se para um lugar deserto: para falar com o Pai
Viu uma grande multidão e cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos: olhou-a, conheceu a sua história, viu que sofria, sofreu com ela. Curou-a…Amou-a!
Dai-lhes vós mesmo de comer: sinal que não é impossível para nós “alimentarmos” os outros
_ Todos comeram e ficaram saciados
Que quererá dizer esta mensagem para mim? Serei como a multidão, ansiosa por ficara saciada? Os pães e os peixes, simbolizam os dons de Deus, conseguirei multiplica-los para que alimente também os outros? Estarei a fazer bom uso dos meus dons?! Com esta palavra talvez Jesus me esteja a dizer que é importante/quase fundamental que partilhe os meus dons com os outros. Que também sou capaz de anunciá-lo a todos.
E dar catequese não basta. Tenho que diariamente fazer com que os pães e os peixes se multipliquem e alimentam muita gente! E que procuro eu nos momentos de intimidade com Deus? (E quando procuro o deserto?) Espero que fale comigo, que me dê forças para fazer aquilo que ele me pede. Espero que se transfigure para que perceba que Ele realmente me ama e que o projecto que tem para mim é um projecto de amor, e mais que isso um projecto possível. Não é fácil mas também não é impossível. Sou desconfiada como os discípulos, não acredito que é possível, sei que o é mas por outro lá reside em mim a questão: e se não for? A minha fé não é de forma alguma operativa. É uma fé tímida, cheia de inseguranças, cheia de medos, mas também cheia de vontade de ter mais fé…de acreditar sem ter visto. É ver que Deus realmente existe. E agora?! É tão grande o desafio. Como posso eu alimentar o “mundo” com a minha vida? Pergunta difícil com resposta indefinida. Poderei eu alimentar o mundo? Acho que ainda não reconheço os dons que ele me entregou, não tenho bem noção de quem eu sou e do que sou capaz de fazer. A minha insegurança faz com que fique parada e não consiga oferecer-me ao mundo. Será que com a minha vida é possível “alimentar-me” Dele e recebendo isso poder alimentar os outros? Será que é necessário ser semelhante a um padre, não é ele o exemplo máximo de entrega total, de confiança total? Como descobrir a “fórmula” certa para conseguir alimentar os outros? Será um dos passos participar na eucaristia, em que nos alimentamos da sua palavra, e da sua entrega (transformada em Amor…)
Alimentai-os vocês mesmos. É esse o desafio que Ele hoje me coloca. Fazer com que a Palavra Dele se espalhe, fazer com que todas as multidões conheçam o seu nome. Fazer com que todos fiquem saciados.
SEREI CAPAZ?
O QUE TENHO PARA OFERECER AO MUNDO?
E dentro de mim. Uma angústia maior… “mais grande” que me assalta quando menos espero, quando sei que devia ama-lo com todas as minhas forças. O Amor Dele devia ser um fogo que arde dentro de mim, iluminando tudo à volta. Infelizmente é ainda uma pequeníssima chama que poucos ilumina e que mesmo assim ilumina de forma deficiente. Quero racionalizar as coisas, quero perceber o Amor de Cristo com a cabeça e não com o coração. Talvez um dia quem sabe eu consiga acolhê-lo ao fazer silêncio. Talvez esteja cega e não queira ver os “milagres” que vão acontecendo à minha volta. Talvez um dia quem sabe… eu consiga caminhar sobre a água… sem medo do caminho, entregando todo o meu ser a Deus. Talvez… um dia, eu consiga conversas com Deus, ouvi-Lo, e sem medos transmitir a Sua palavra e o seu Amor a todos. Talvez um dia, eu consiga Alimentar. Pode ser que já o faça… pelo menos na Catequese, mas dar catequese não é desculpa, não basta. Talvez um dia O encontre…
Será que serei capaz de me entregar verdadeiramente a Ti? Saberei amar-Te com tudo o que sou?