11 maio 2006

T E R N U R A

"Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da ternura que vem depois do sol,
quando depois do sol não há mais nada...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio..."

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