29 maio 2006

Ele viu-a apenas de costas e concluiu que era parecida com o pai. Ela caminhava sem que nada a fizesse mudar de direcção.Ele continuava a achar que era parecida com o pai... E ela continuava a caminhar, sempre...de olhos na estrada.
Um dia sem que ele pudesse dizer alguma coisa, prenderam-no só porque lhe tinha roubado o coração.
Ele bem queria gritar, mas disseram-lhe que tudo o que dissesse poderia ser usado contra ele em tribunal..
E decidiu não arriscar um amo-te, daqueles que perdeu a oportunidade de dizer, cada vez que a observava a caminhar.
Ela virou-se quando ouviu o som das sirenes, vi-o de costas e não o achou parecido com ninguém.
Continuou o caminho, sem nunca mais se lembrar desse dia em que desviou os olhos do chão. Até que mais à frente,num dia distante, alguém fechado num sítio onde se vê o sol aos triângulos gritou: AMO-TE!
Ela caminhou para fora do caminho em direcção àquela janela. E à medida que ía caminhando o cubículo ia-se derretendo, tal era o calor dos corações.
Olharam-se pela primeira vez!
Ele perguntou: Queres casar comigo? Ela respondeu: Sim.
E foram felizes a maior parte das vezes.

2 comentários:

Anónimo disse...

palavras para quê? continua com os teus devaneios porque saem coisas bonitas.. está bonito, sem dúvida que está...
retratos de amores verdadeiros.. será que ainda existem ? :^)
à medida que o tempo passa a resposta parece cada vez mais aproximar-se do infinito... acredito que seja um não que não se quer mostrar e que dar esperanças aos que ainda acreditam que pode haver histórias de amor assim.. tal como eu te falei da de "memorial de convento" ... o verdadeiro amor de Blimunda e Baltasar mas como tantas outras, não passa de um verdadeiro amor fictício... que na realidade não existe..
está bonito o texto sim :)
e prendam esses ladrões de corações ;P eheh * * bjinho

p1ngger disse...

parecida com o pai??????

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