guardo numa gaveta pequena os sorrisos que recebi. Desejei-lhes Boa Sorte, o que lhes dei não modificou a situação pelo contrário apenas os vai fazer estar mais tempo naquela condição.
À entrada do metro do Saldanha, distribuiam Aquariumm, uma bebida qualquer com sabor a laranja, pensei:posso dá-la a um senhor que está sempre à porta da Igreja de S. João de Deus. Talvez esteja lá hoje, está sempre lá das poucas vezes que já lá entrei para ir ter com o Pai. No caminho (Av. Républica) com o pensamento na pobreza lá longe. Um outro mendigo crzou o meu caminho. Passei. Voltei para trás. "O Senhor quer esta garrafa de sumo?" - perguntei-lhe com a lata na mão. Já de mão estendida oiço um sim sorridente. Desejo-lhe boa sorte. (Como se fosse uma questão de sorte... adiante).
Mais à frente outro senhor a pedir, junto a ele tinha uma daquelas frutas embaladas. pensei: ao menos tem que comer. Continuei e lá à frente também a mim me deram um pack de fruta. Parei na CGD para fazer o Cartão Jovem. Pensei: Ainda posso dar aquele senhor que está lá à porta da Igreja! E ainda mais duas pessoas. Assim foi, à porta da Igreja lá estava ele. Ofereci-lhe...Sorri... Desci as escadas. Já na Guerra Junqueio duas senhoras no mesmo lado da rua separadas por cerca de 15 metros, mas as pessoas que passam na rua tão perto têm uma distancia ainda maior daquelas pessoas.
Uma delas ainda perguntou: Obrigada! Mas não tens também um cigarrinho. Soltei um não fumo. Balbuciou qualquer coisa que não entendi. Que bom foi poder alimentar quem necessitava e cruzou o meu caminho. Agora que escrevo isto recordo o Pe. Bruno a dizer: "Dai-lhes vós mesmo de comer." Mas não foi isso que fiz. O que dei não era meu, não fosse a comida cruzar o meu caminho e não teria nada através de mim chegado a eles. Pior que isso a fome de amor continua e talvez da próxima vez que for ter com o Pai, me lembre que ele está cá fora no rosto gasto daquele senhor. E que talvez o possa alimentar de amor... Fique um tempo a conversar, a querer saber a historia, a alimentar a esperança e saciar a solidão. Talvez eu consiga construir pontes...
À entrada do metro do Saldanha, distribuiam Aquariumm, uma bebida qualquer com sabor a laranja, pensei:posso dá-la a um senhor que está sempre à porta da Igreja de S. João de Deus. Talvez esteja lá hoje, está sempre lá das poucas vezes que já lá entrei para ir ter com o Pai. No caminho (Av. Républica) com o pensamento na pobreza lá longe. Um outro mendigo crzou o meu caminho. Passei. Voltei para trás. "O Senhor quer esta garrafa de sumo?" - perguntei-lhe com a lata na mão. Já de mão estendida oiço um sim sorridente. Desejo-lhe boa sorte. (Como se fosse uma questão de sorte... adiante).
Mais à frente outro senhor a pedir, junto a ele tinha uma daquelas frutas embaladas. pensei: ao menos tem que comer. Continuei e lá à frente também a mim me deram um pack de fruta. Parei na CGD para fazer o Cartão Jovem. Pensei: Ainda posso dar aquele senhor que está lá à porta da Igreja! E ainda mais duas pessoas. Assim foi, à porta da Igreja lá estava ele. Ofereci-lhe...Sorri... Desci as escadas. Já na Guerra Junqueio duas senhoras no mesmo lado da rua separadas por cerca de 15 metros, mas as pessoas que passam na rua tão perto têm uma distancia ainda maior daquelas pessoas.
Uma delas ainda perguntou: Obrigada! Mas não tens também um cigarrinho. Soltei um não fumo. Balbuciou qualquer coisa que não entendi. Que bom foi poder alimentar quem necessitava e cruzou o meu caminho. Agora que escrevo isto recordo o Pe. Bruno a dizer: "Dai-lhes vós mesmo de comer." Mas não foi isso que fiz. O que dei não era meu, não fosse a comida cruzar o meu caminho e não teria nada através de mim chegado a eles. Pior que isso a fome de amor continua e talvez da próxima vez que for ter com o Pai, me lembre que ele está cá fora no rosto gasto daquele senhor. E que talvez o possa alimentar de amor... Fique um tempo a conversar, a querer saber a historia, a alimentar a esperança e saciar a solidão. Talvez eu consiga construir pontes...

2 comentários:
sabes, muitos me julgam por não "dar" nada. Não dou "nada", não dou comida, não dou "esmola". Simplesmente não sou capaz de dar a um e olhar para o outro... Foi opção, há muito tempo... não "dou" nada. No entanto... Há sempre sorriso, uma mão amiga pronta a ajudar, uma palavra calorosa, um olhar ternurento, uma expressão amiga. Para mim, eu "dou".
Tou contigo Cube, embora me custe muito também.
Mas dar um pouco é sempre melhor do que não dar nada...
Tu ousaste dar a comida que se atravessou no teu caminho, mas poderias simplesmente te rpassado e tê-la guardado para ti, sem a distribuir.
Isso é generosidade...
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