"«Porque vivemos como se o tempo nos pertencesse infinitamente, como se pudéssemos repetir tudo de novo, como se pudéssemos alguma coisa?»
Fazem-vos lembrar alguém? Quantas vezes não sentimos um impulso e o reprimimos, porque achamos que não é adequado e há-de surgir uma melhor oportunidade? E se não surgir?
«Se ao menos eu tivesse escrito cada um dos nossos dias, anotado a sequência das nossas conversas, agarrado o tempo que nos foi roubado. Uma narrativa, uma ilusão de ordem que estancasse a fluidez insignificante da vida.»
Nostálgico como sou, dou-me muitas vezes a (tentar) relembrar de certos momentos passados com determinadas pessoas. As suas expressões, tiques, etc... Como seria bom por vezes voltar a viver esses episódios, como se rebobina uma cassete para rever um trecho. Remedeio a situação ao anotar pequenas frases numa agenda, de modo a mais tarde ser capaz de mentalmente
reconstituir o que já não é.
Realmente, quão "insignificante" é a nossa vida... Que podemos fazer nestes anos efémeros da nossa mortal existência que possa perdurar depois de nós? A minha humilde resposta é que não vale a pena pensar nisso (e dizem-me, não sem razão, que penso muito. Até demais). Devemos lembrar o passado sim, mas não ficar agarrado a ele, não pôr todas as expectativas num futuro que pode não existir e VIVER o presente, que é a única coisa que realmente existe. Aproveitar todas as oportunidades. Enfim, carpe diem..."
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10 fevereiro 2006
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1 comentário:
Quando penso o que passei... fronteiras de solidão... Tinha para dar e não dei pois olhei para mim e pensei "não tenho nada na mão". Tive o tempo e não senti; tive amores e não amei... Os amigos que perdi,e as loucuras que vivi,são tantas que já não sei.
Quem eu era?
Quem sou?
E quem pareço?
Se alguém hoje me espera com certeza que mereço. Mereço ainda, Amor, a tua presença para enfrentar a vida com a ternura dos Quarenta.
Foram tantas as idades da vida que atrás deixei. Não quero sentir saudades, vou em outras amizades amar o que não amei. Os copos que não bebi; os discos que não toquei; os poemas que não li; os filmes que nunca vi; as canções que não cantei.
Meus amigos o importante é o sorriso para seguir viagem com a coragem que é preciso. Não adianta deitar contas à vida. A ternura dos quarenta não tem conta nem medida.
...just think about it a for more then one second...
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