
Sentado no banco, também ele balançava as pernas alternadamente, ligeiramente desfazado do ritmo de Carolina. Olhou para ela, e onde ainda agora existia tormento sorria a felicidade. "Olha, olha, ele está a voltar."–dizia ela, apontando para o céu– "Ai, tão bonito que ele está hoje! Olha, vê, Márcio, vê!". Ele não queria olhar para mais nada que não fosse a face de Carolina, mas, incapaz de contrariar qualquer pedido daquela mulher encantadora, acedeu. Para seu espanto, a paisagem de carros e autocarros, prédios e estradas e todos os que se passeavam no jardim haviam desaparecido. Somente ele, o banco e Carolina se mantinham constantes naquela paisagem. À sua frente, soberbo, enorme e magnífico, o Arco-Irís exibia-se numa enorme tela de nuvens cinzentas.
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